Origem e Sentido da Festa de Cristo Rei
Esta festa foi instituída em 1925 para proclamar a soberania universal de Jesus Cristo. É a resposta da Igreja ao espírito de independência e revolta que domina a sociedade moderna.
Esse espírito muda de nome conforme as épocas: Liberalismo, Socialismo, Laicismo, Comunismo. O resultado final é sempre o mesmo — a rebeldia contra toda autoridade, seja a de Deus, seja a das legítimas autoridades humanas.
A Festa de Cristo Rei recorda ao mundo que existe uma autoridade que não vacila, porque é divina: a autoridade de Jesus Cristo, “Rei dos reis e Senhor dos senhores” (I Tm 6,15).
É preciso proclamar Cristo Rei para que Ele reine sobre a sociedade e a reconduza à paz e à união. O Cristo Redentor, que domina o Rio de Janeiro do alto do Corcovado, é símbolo visível desse reinado espiritual.
Evangelho do Dia – Cristo Rei (João 18,33-37)
33 – Naquele tempo disse Pilatos a Jesus: “És tu Rei dos Judeus?”
34 – Respondeu Jesus: “É de ti mesmo que isto perguntas, ou outros to disseram de mim?”
35 – Diz-lhe Pilatos: “Porventura sou eu judeu? O teu povo e os pontífices entregaram-te a mim. Que fizeste?”
36 – Jesus respondeu: “O meu Reino não é deste mundo. Se fosse deste mundo, os meus servidores lutariam para que eu não fosse entregue aos judeus; mas agora o meu Reino não é daqui.”
37 – Pilatos insistiu: “Logo, tu és Rei?”
Jesus respondeu: “Tu o dizes: eu sou Rei. Nasci e vim ao mundo para dar testemunho da verdade; todo aquele que é da verdade ouve a minha voz.”
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Reze esta oração para lucrar indulgência de Cristo Rei
Meditação: O Reino de Jesus Cristo
Este Evangelho revela a majestade divina de Cristo de modo tão sublime que poucas linhas bastam para provar a origem sobrenatural do Evangelho. A humanidade jamais poderia imaginar cena tão grandiosa.
Para aprofundar esta verdade, meditemos:
I – A cena da proclamação da realeza de Cristo
II – Os títulos desta realeza divina
I – A Cena da Proclamação de Cristo Rei
A Agitação da Multidão
Era véspera de festa nacional. A cidade fervilhava num clima de inquietação. O governador romano, Pôncio Pilatos, observava o tumulto crescente e ordenou reforço da guarda.
A Multidão Amotinada
Logo, uma multidão violenta se reuniu diante do pretório. Gritos, insultos e fúria enchiam o ar. Do meio da massa surgiu um grupo trazendo um preso — um homem de cerca de trinta anos, de porte nobre, semblante sereno e dignidade impressionante.
Não parecia criminoso: sua calma contrastava com o ódio ao redor.
Pilatos Interroga Jesus
Ao ver tamanha serenidade, Pilatos ficou perplexo e perguntou:
“De que é acusado este homem?”
A resposta arrogante dos acusadores — “Se não fosse malfeitor, não o entregaríamos” — irritou Pilatos, que mandou que o julgassem segundo sua lei. A turba então vociferou:
“Ele perturba a nação, dizendo-se Cristo Rei!”
Intrigado, Pilatos levou Jesus para dentro do palácio. A dignidade silenciosa de Jesus impressionava profundamente o governador, que finalmente perguntou:
“És tu Rei dos Judeus?”
Jesus, com voz serena e firme, responde:
“Meu Reino não é deste mundo…”
A Proclamação da Realeza
Diante da resposta, Pilatos insistiu:
“Então, tu és Rei?”
Jesus declarou com autoridade eterna:
“Tu o dizes: Eu sou Rei. Para isso nasci e vim ao mundo: para dar testemunho da verdade.”
II – Os Títulos da Realeza de Jesus Cristo
Rei desde a Eternidade
A realeza de Cristo não é invenção, mas verdade revelada desde o Evangelho. Em Jerusalém, diante de Pilatos, Jesus proclamou que sua realeza ultrapassa fronteiras e tempos: Ele é Rei Universal.
O Apocalipse o chama:
“Rei dos reis e Senhor dos senhores” (Ap 19,6).
A Igreja canta no Te Deum:
“Tu és o Rei da glória, ó Cristo!”
Rei por Direito de Nascimento
A união de sua humanidade com a divindade o torna herdeiro de todos os bens divinos:
“Podes pedir-me todas as nações da terra…” (Sl 2,8).
Rei por Direito de Conquista
Por sua Paixão e Morte, Cristo libertou a humanidade da escravidão do pecado. Suas chagas são o estandarte de sua vitória.
Um Reino que Cresce ao Longo da História
Jesus afirmou: “Agora, porém, meu Reino não é deste mundo.”
Naquele momento, seu Reino começava apenas entre os Apóstolos.
Hoje, milhões o reconhecem como Rei e Senhor.
III – Como Cristo Quer Reinar
Cristo Reina pelo Amor
Ele poderia reinar pela força, mas escolheu o reinado do amor. Como disse Santo Agostinho: Deus não tem pressa — Ele tem a eternidade.
Ele Quer Soldados Fieis
Cristo quer apóstolos que defendam seu Reino contra a indiferença, o laicismo e o respeito humano — este último, o maior inimigo do reinado de Cristo nos corações.
Consagração a Cristo Rei
Por isso, a Igreja recomenda a Consagração ao Sagrado Coração de Jesus, modelo e centro deste Reinado de Amor.
Proclamar Cristo em Nossos Lares
Que o Coração de Jesus reine em nossas casas, famílias e sociedade.
Neste dia solene da Festa de Cristo Rei, renovemos nossa fé e proclamemos com coragem:
Viva Cristo Rei que ama os brasileiros!
Pe Julio Maria Lombarde































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