O Coração de Jesus, modelo de mansidão (1a. Sexta-Feira de Agosto)
“Aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração.”
(Mateus 11, 29).
I. A mansidão do Coração de Jesus
Uma das características mais agradáveis e especiais do Coração de Jesus é a virtude da mansidão. O nosso divino Redentor foi chamado Cordeiro — Ecce Agnus Dei —, não somente por causa do sacrifício da cruz, em que devia ser imolado para expiar os nossos pecados, mas ainda por causa da mansidão que mostrou durante toda a sua vida e, particularmente, no tempo de sua dolorosa Paixão.
“Não sabeis que espírito vos impele.”
Tal foi a resposta do Salvador aos discípulos que lhe pediam que castigasse os samaritanos, quando estes os expulsaram do país. Ah! Que espírito é este? — dizia-lhes. Não é o meu; o meu espírito é só mansidão e bondade. 🙏🏻➡️ Reze a Consagração da Família ao Sagrado Coração de Jesus e Imaculado Coração de Maria
“Eu não vim para perder, mas para salvar as almas; e vós quereis me obrigar a perdê-las?”
Calai-vos, não me façais mais tais pedidos, porque este não é o meu espírito. Jesus praticou até à morte esta mesma doçura para com os pecadores. Estando já sobre a cruz, quando os seus inimigos o cobriam de ultrajes, Ele não fazia senão rogar ao seu eterno Pai que lhes perdoasse.
Oh! Quanto agrada ao Coração de Jesus um coração manso! Sim, Ele ama os corações cheios de mansidão, que sabem suportar as afrontas, perseguições, calúnias, escárnios e até as pancadas e feridas, sem se irritar contra aqueles que os ultrajam e ferem. 🙏🏻➡️Leia mais: As 3 Aparições do Sagrado Coração de Jesus e a Grande Promessa
“As suas orações são sempre agradáveis a Deus”, isto é, são sempre atendidas.
O paraíso é prometido especialmente àqueles que são mansos:
“Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra”.
Com efeito, a eles, e não aos homens soberbos, honrados e estimados do mundo, é reservada a posse do reino eterno. Davi assegura que os que são mansos não somente obterão a eternidade bem-aventurada, mas gozarão, ainda nesta vida, de paz inalterável. Quer ter uma experiência profunda do Amor de Deus através da Palavra? Clique aqui e receba o Evangelho do dia e uma breve reflexão feita por padres.
II. Como combater a cólera
Meu irmão, nunca te entregues aos ímpetos da cólera; não abras jamais a esta violenta paixão, sob qualquer pretexto, a porta do teu coração; porque, uma vez entrada, não está mais em teu poder expulsá-la nem moderá-la. Quando fores tentado pela cólera, reprime-a logo, pensando em outras coisas e guardando silêncio.
Em segundo lugar, imita os apóstolos quando viram o mar agitado pela tempestade: recorre a Deus, a quem pertence pacificar os corações.
Em terceiro lugar, procura praticar atos de humildade e doçura para com aqueles contra os quais te sentires irritado. Oh! Quanto este procedimento agradará ao Coração mansíssimo de Jesus! Clique aqui e receba orações, reflexões e novidades do SITE CATÓLICO no seu whatsapp.
Oração
Amadíssimo Salvador meu, Vós levastes com tanta doçura as minhas ingratidões e as minhas fraquezas; e eu, por uma ninharia, tantas vezes volto-Vos as costas! Agradeço-Vos por terdes esperado até o presente. Se eu tivesse morrido nesta desgraça, não poderia mais Vos amar; mas, já que ainda posso fazê-lo, quero amar-Vos de toda a minha alma.
Ó Coração mansíssimo de Jesus, acolhei-me agora, que me volto para Vós, arrependido dos desgostos que Vos tenho dado. Não me rejeiteis. Ah! Pois que me tendes deixado correr após os meus próprios desejos quando desprezava o Vosso amor, posso temer que não me aceiteis agora, quando o Vosso amor é o objeto de todos os meus desejos?
Ó Amor de minha alma, estou resolvido, de agora em diante, a não Vos causar mais desgosto algum e a fazer tudo o que de mim exigirdes. A Vossa vontade será o meu único amor. Quero amar-Vos verdadeiramente; abraçarei, então, todas as tribulações que me enviardes. Puni-me durante esta vida, a fim de que possa Vos amar eternamente. Meu Deus, dai-me a graça de Vos ser fiel. Maria, minha terna Mãe, recomendai-me a Jesus; não cesseis de rogar-Lhe por mim.
Santo Afonso Maria de Ligório
Tomo II – Primeira Sexta-feira de Agosto






























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