Meditação para o 2º dia:
O Espírito Santo habita em nós
É esta uma consoladora verdade expressa no Evangelho (Cf. Mt 10, 20), e confirmada pelo Apóstolo Paulo quando escreve aos Coríntios: “Não sabeis que o Espírito Santo habita em vós? E não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo?” É também por isso que a Igreja Católica se alegra em chamar o Divino Espírito de “Doce Hóspede da Alma”. Hóspede que reveste da graça santificante, que irriga da divina luz, que a faz capaz de obras merecedoras da vida eterna. Segundo São Tomás, o Espírito Santo é para nossa alma o que a alma mesma é para o nosso corpo. E assim, como um corpo não pode viver sem a alma, uma alma privada do Espírito Santo é morta, morta para a graça, morta ao santo amor, e incapaz de conquistar méritos para o Céu. Ai de quem expulsa com o próprio pecado o Doce Hóspede da Alma, porque expulsa o amor, a graça e perde a própria vida. Sim, ó Cristão, o Espírito habita em ti. E se tens fé, deves estar convicto sempre desta verdade: Nunca te encontrarás sozinho. Está contigo o Doce Hóspede da Alma. Está contigo de dia e de noite, na fadiga e no repouso, na deficiência e na prosperidade. Contigo estará (e mais o do que nunca) na oração e na tribulação. Ah, se tu soubesses te valer da presença de um amigo tão bom e poderoso! Se nas tentações, nos perigos e nas angústias te recordasses que possuis o Espírito Santo dentro de ti! E se a Ele recorresses prontamente quando preocupasses teu pequeno coração! Pare o teu pensamento algumas vezes durante o dia na consideração desta dulcíssima verdade: O Espírito Santo habita em mim! Se pensares assim, não terás apenas alegrias, mas também novas forças para avançar nos caminhos da virtude.
Oração: Ó Altíssimo Deus, que em tudo sempre sois Admirável e grande, mas ainda mais nas obras de amor, elegestes a alma cristã para Vosso Tabernáculo e não só lhe conferistes Vossos bens, mas doastes a Vós mesmo. Ah! Se a Vossa bondade fosse ao menos apreciada por algumas almas, e se Vós não fosses tão contristado e ofendido por essas almas que deveriam amar-Vos tanto! Arrependo-me ó Sumo Amor de ter tantas vezes, também eu, Vos contristado com a minha frieza, esquecimento e ingratidão. Arrependo-me também de ter vos expulsado do meu coração e dado lugar ao Vosso eterno inimigo, o pecado, e com esse, o demônio. Mas sei que uma sincera lágrima de arrependimento servirá para chamar-Vos. Sei que Sois mais amoroso que uma doce mãe. Sois sempre pronto a perdoar. Por isso, com confiança, Vos digo: Vem ó Espírito Santo; Vem a esta alma que não quer mais contristar-Vos, nem ofender-Vos jamais.





























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